Carteira anticrise: Quanto deixar em renda fixa e ações e os melhores produtos para o cenário atual

O TradeMap procurou Alexandre Brito, sócio e gestor da Finacao, para opinar sobre a “carteira ideal” no atual cenário econômico para o investidor de perfil moderado.


“Na visão de Alexandre Brito, sócio da Finacap Investimentos, o investidor de perfil moderado que der um menor peso ao atual cenário econômico pode ter uma exposição em renda variável um pouco maior, já que o foco está no longo prazo.

No entanto, a renda fixa ainda continuará sendo predominante, respondendo a 60% do patrimônio.


Essa fatia pode ter 20% de pós-fixados com liquidez imediata, como o Tesouro Selic, fundos DI com taxa de administração de no máximo 0,20% ou CDBs (certificados de depósito bancário) de um grande banco que paguem a partir de 100% do CDI (taxa próxima à Selic) e liquidez diária.


Já uma parcela de 25% pode estar em pós-fixados sem liquidez imediata, como CDBs que paguem acima de 120% do CDI, LCIs e LCAs, que possuem o benefício da isenção tributária, fundos de renda fixa com crédito privado ou títulos privados (letras financeiras, CRIs, CRAs e debêntures).


Para completar os 60% da renda fixa, Brito sugere 15% do patrimônio aplicado em títulos de longo prazo corrigidos pela inflação.


“Vai depender do momento de apetite ao risco do cliente. Nesse caso, ele pode ter uma exposição maior em prefixados, mas o risco também é maior”, diz.

O prefixado tem o risco da variação dos juros. Atualmente, o Tesouro Prefixado 2033 paga juros de 13,69%. O risco nesse caso é a Selic nesse período ficar em um patamar muito acima disso.


A parcela da renda variável, de 40%, também deve ter uma diversificação relevante.


A sugestão é que 30% fiquem em ações no Brasil, via fundos ou ETFs.


“A Bolsa está barata, mas isso não significa que o Ibovespa vai se recuperar agora ou no próximo ano. Vemos como uma oportunidade para o longo prazo.”

A parcela de renda variável conta ainda com 5% em ações no exterior e outros 5% em fundos imobiliários.


Embora a sugestão seja de uma carteira para o longo prazo, em que o investidor consegue atenuar com essa exposição as variações de curto prazo, Brito reconhece que há a demanda por realocações quando o cenário piora ou melhora muito.


Nesse caso, essa carteira permite uma variação de até 10%, ou seja, a parcela de renda fixa poderia subir para 70% e a de renda variável, cair para 30%.

“Normalmente, quando bolsa sobe, todo mundo é agressivo. Quando cai, todo mundo é conservador”, conta.



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